setembro 9, 2024

STF, PF e Anatel foram alvo de ataque hacker após suspensão do X

Nos últimos dias, os sistemas do Supremo Tribunal Federal (STF), da Polícia Federal (PF) e da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) foram alvos de ataques cibernéticos, coincidindo com a suspensão da plataforma X no Brasil. Em comunicado, o STF informou que detectou um volume anormal de acessos simultâneos em sua rede na quinta-feira, 29 de agosto de 2024, um dia após o ministro Alexandre de Moraes exigir que a rede social nomeasse um representante no país para evitar a suspensão. O Tribunal afirmou que seus sistemas ficaram fora do ar por menos de 10 minutos, sem prejuízo às operações. A PF também confirmou que está investigando um ataque cibernético ocorrido na terça-feira (3), que provocou instabilidades em seus serviços.

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Especialistas criticam proposta de regulamentação da inteligência artificial

A Comissão Temporária, encarregada de analisar o projeto de regulamentação da inteligência artificial no Brasil (PL 2338/2023), realizou uma audiência pública focada em autorregulação, boas práticas e riscos relacionados à tecnologia. Solicitada pelo senador Marcos Pontes (PL-SP), a reunião gerou um debate intenso sobre o enfoque do projeto. Houve críticas à ênfase no tratamento dos riscos da inteligência artificial, com pouca atenção às suas potencialidades, especialmente no mercado de trabalho.

O advogado e especialista em tecnologia, Ronaldo Lemos, que participou da audiência, ressaltou a importância de incluir questões fundamentais no debate, como a capacitação de trabalhadores e o aumento da produtividade. Ele questionou como o Brasil pode preparar sua força de trabalho para um futuro cada vez mais integrado à IA. Para Lemos, a regulamentação deve também fomentar a competitividade e a formação de trabalhadores, e não se limitar apenas à análise dos riscos.

O senador Marcos Pontes destacou que o principal desafio da regulamentação é encontrar um equilíbrio que promova a inovação e o desenvolvimento de IA no Brasil, sem impor restrições excessivas que possam frear o progresso das empresas nacionais.

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Ministério da Justiça vai capacitar servidores em cibersegurança e direitos digitais

O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), por meio da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), abriu três editais para selecionar instituições de ensino superior que irão oferecer cursos de especialização a profissionais do Sistema Único de Segurança Pública (Susp). O investimento total será de aproximadamente R$ 3,6 milhões, beneficiando 680 agentes.

As especializações serão nas áreas de direitos digitais e segurança cibernética, inteligência e inovação no combate ao crime organizado, e proteção de grupos vulneráveis, em parceria com a Polícia Federal e a Polícia Rodoviária Federal.

O curso de direitos digitais e segurança cibernética, em colaboração com a Secretaria de Direitos Digitais (Sedigi) do MJSP, visa modernizar as operações de segurança pública, capacitando os profissionais para enfrentar crimes cibernéticos e proteger infraestruturas críticas, contribuindo para políticas públicas mais eficazes no cenário digital.

A especialização em inteligência e inovação no combate ao crime organizado foca no uso de técnicas avançadas para antecipar ameaças, adaptar-se às novas dinâmicas criminosas e promover a colaboração interinstitucional, visando desmantelar redes criminosas.

Já o curso de proteção de grupos vulneráveis capacitará os profissionais a identificar e proteger grupos em situação de risco, como mulheres, crianças e idosos, oferecendo respostas ágeis e apropriadas.

De acordo com Michele dos Ramos, diretora de Ensino e Pesquisa da Senasp, “essas formações refletem o compromisso da Senasp em aprimorar a capacidade dos profissionais de segurança pública para enfrentar o crime organizado e proteger os mais vulneráveis. Esses cursos são essenciais para modernizar e aumentar a eficácia das políticas de segurança no Brasil.”

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