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2011/04/18 a 20 - Semana em Brasília

Nesta semana, que tem um feriado prolongado, o Congresso apenas parlou, parlou e parlou, não houve comissões e nada saiu do discurso.
Nos bastidores os comentários ficaram...

 

Colegas,


Nesta semana, que tem um feriado prolongado, o Congresso apenas parlou, parlou e parlou, não houve comissões e nada saiu do discurso.

Nos bastidores os comentários ficaram em torno da pesquisa do IBGE, que encaminhamos a todos na semana passada.
 
Entre os assuntos que mais chamaram atenção, no Congresso Nacional, destacou-se o apagão de mão de obra em tecnologia da Informação (TI).

Na semana passada, aqui mesmo, comentamos as dificuldades que o setor tem para contratar. As informações oficiais vieram com a pesquisa do IBGE. Mas não é só o setor de TI que sofre com isso. Na primeira semana de abril a Confederação Nacional da Induústria (CNI) divulgou uma pesquisa onde a 69% das empresas consultadas estavam com dificuldade para contratar mão de obra qualificada.

O que está acontecendo? Um apagão na educação brasileira? Onde estão as escolas técnicas? Por que apenas poucos alunos de engenharia, matemática, ciência da computação, etc, conseguem terminar os seus cursos?

A escassez  de profissionais qualificados tem sua raiz na alfabetização, na educação que persiste inadequada em relação a demanda do mercado.

As empresas estão bancando o papel do governo, já que é necessário que elas mesmas capacitem os seus quadros.

A evolução dos processos de produção está diretamente relacionada ao processo educacional.  Com a desatualização do conteúdo educacional, as empresas que buscam o mercado mundial perdem a competitividade, uma vez que este mercado vem exigindo serviços e produtos de qualidade cada dia maior. Atender as novas demandas de consumo significa ter profissionais especializados.

Aproveitando, questionamos: como o Congresso Nacional pode pensar em regulamentar uma profissão onde a nomenclatura dos cursos muda de acordo com as necessidades de mercado?

Mas a Páscoa chegou, é tempo de renovação e de torcer que nossos “pensadores” possam refletir mais sobre a questão educacional e como agir para que possamos ter nos próximos anos, profissionais competentes no setor de serviços, nas indústrias, nos poderes constituídos, etc, de acordo com a demanda.



PRINCIPAIS ATOS PUBLICADOS NO PLANALTO NA ÚLTIMA SEMANA

Apenas o seguinte Decreto:

Líbia. Sanções. Decreto nº 7.460, de 14 de abril de 2011 - Dispõe sobre a execução no Território Nacional da Resolução no 1970, de 26 de fevereiro de 2011, do Conselho de Segurança das Nações Unidas, que estabelece regime de sanções à Jamahiriya Árabe da Líbia e prevê, entre outras providências, o embargo de armas e a remessa da situação do país ao Tribunal Penal Internacional, além de determinar proibição de viagens e congelamento de fundos de indivíduos especificamente designados.
 
Veja abaixo mais notícias de interesse do Setor.

O presente informativo é elaborado com o intuito de atualizar as empresas associadas da ASSESPRO, sobre as principais notícias políticas, e tem como principal fonte as Agências Câmara e Senado. Também conta com a colaboração da Assessora Legislativa da FNTI – FRENTE NACIONAL DAS ENTIDADES DE TI, Sra. Hosa Freitas, e do Escritório Correia da Silva Advogados.

Forte abraço a todos.

Luís Mario Luchetta
Presidente 
luis.mario@assespro.org.br


    
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Foxconn e o Brasil: quando o deslumbramento dará lugar ao realismo?
por Luís Mário Luchetta*


19/04/2011
Em artigo, Luís Mário Luchetta fala sobre desafios do mercado de TI
Foto: Assespro

Na semana encerrada em 15 de abril de 2011, a grande imprensa brasileira, incluindo o Correio Braziliense e o O Estado de São Paulo, publicou uma notícia sobre a fabricação de iPads no Brasil, gerando muitas dúvidas. Informou o Correio Braziliense: “O anúncio da empresa Foxconn de investir US$ 12 bilhões no Brasil, divulgado pelo governo federal em plena visita da presidente Dilma Rousseff à China, foi recebido com ceticismo pelos mercados de tecnologia da informação e eletroeletrônico. O aporte teria dois objetivos: uma nova fábrica e uma linha de montagem específica para iPads, em parceria com a Apple. Especialistas citam que o valor divulgado não condiz com a instalação de uma linha de montagem que agrega em um aparelho materiais importados. Eles avaliam ainda que a cifra supera de longe a estimativa que se faz para que o Brasil tenha uma indústria de alta tecnologia com componentes produzidos em território nacional.” O Estado de São Paulo chegou a especificar a criação de cem mil empregos, que seriam criados numa nova cidade a ser construída no país, com quatrocentos mil habitantes (que seriam as famílias dos trabalhadores).

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Na sequência, a Foxconn divulgou um comunicado de imprensa que não cita nenhum valor de investimento, nem confirmou que iria produzir o tablet da Apple no país. “Guiados pela estratégia de estar onde o mercado demanda, estamos há muito tempo estudando oportunidades de investimento no Brasil. Atualmente, estamos em processo de explorar oportunidades nesse importante mercado e conduzindo uma análise profunda do ambiente de investimento do país”, diz o comunicado da empresa. E conclui: “Até agora os dados foram divulgados pelo governo brasileiro”.

Este é para nós um claro exemplo de deslumbramento: notícia inflada pelo governo para desviar a atenção das dificuldades e dos pleitos do setor de TI no Brasil, apresentados há no mínimo uma década e que passam despercebidos diante da ânsia de formular notícias impactantes. Nos faz lembrar o ilustre senador que, diante da escalada da violência, propôs a repetição do plebiscito do desarmamento.

A entidade empresarial legítima e mais antiga do país, que tenho a honra de presidir, coleciona pleitos e aponta soluções para o Brasil aproveitar o momento da TI no mundo, mas jamais foi chamada para o diálogo com esse governo, que parece preferir negociar apenas com líderes de consórcios de grandes empresas.

Saiba mais sobre o mercado de TI. Visite o espaço de Marcelo Kawanami, blogueiro do IT Web.
Questionamos, portanto: que governo é esse, que se propõe a criar um ministério de micro e pequenas empresas, e na hora das decisões estratégicas para o setor de TI privilegia as multinacionais, as grandes empresas e a própria estrutura de TI do governo, que na contramão da história evita a terceirização e privilegia o inchaço da máquina administrativa governamental, sufocando o setor nacional de software e serviços de TI? Apenas para refrescar a memória do leitor, o governo já nos proporcionou com vários maus exemplos, como a atuação do Serpro e Dataprev na concorrência direta e desleal com a iniciativa privada, além do portal de software público, que é fonte de inteligência para a China e a Rússia, num verdadeiro desserviço a propriedade intelectual brasileira.

Será que o governo brasileiro quer que o setor nacional de TI, por inteiro, tome o caminho da Biobrás, no famoso caso da produção de insulina, a qual foi entregue as multinacionais? Para quem desconhece o caso, recomendo ler o livro “Nervos de Aço”, do Roberto Jefferson, editado pela Topbooks Editora, que destaca depoimento do ex-ministro Walfrido dos Mares Guia, dado ao jornal O Globo, em 7 de junho de 2004: “competíamos com empresas de alta tecnologia, 50 vezes maiores que a nossa. Se não podíamos ter um mínimo de apoio do governo brasileiro, não havia o que fazer: era vender ou esperar que a competição quebrasse a empresa”.

Com a notícia da vinda da Foxconn, testemunhamos a quase ‘tradicional’ corrida dos governos estaduais oferecendo, numa verdadeira ‘guerra parafiscal’ tudo o que podem e o que não podem para atrair a multinacional para seus estados, esquecendo das suas empresas locais. Questionamos: por que o santo de casa é impedido de fazer milagre? Por que ignorar sistematicamente o potencial do setor nacional de TI? Onde está o “encadeamento produtivo” do setor de TI, conceito que o Sebrae tanto promove? Por que essa falta de alinhamento entre as diversas ações governamentais? Não acreditamos que estejamos condenados a continuidade da ineficaz gestão pública do país!

Cito o empresário Jairo Fonseca, que em seu artigo MCT – Ministério Cem Tecnologia   escreveu: “Este ‘entreguismo’ tem de acabar, o Brasil está dando toda sua academia, seu fomento e seu poder de compra para tecnologias de fora do país, destruindo a própria indústria e a capacidade de inovar. Em algum momento o complexo de inferioridade vira-lata deve ser abandonado, somos uma nação grande com imensas possibilidades de inovação em tecnologia.”

Deixo claro que o setor de TI é FAVORÁVEL à atração de grandes indústrias. Sabemos que geram empregos, renda e estimulam o desenvolvimento do país. Mas exigimos o envolvimento do ecossistema local, sob pena de perdermos para o país a grande oportunidade que o benefício das TICs representa: precisamos evitar “cobrir um santo e descobrir o outro”, como diz o velho ditado.

Para onde iremos? Confio no realismo de nossa Presidente. Àqueles que me classificarem de otimista míope, lembro de outro ditado (que aprendi com um grande amigo): se for para morrer, que seja igual a árvore, que morre em pé e olhando para cima!

Não creio que o Brasil tenha decidido perder a oportunidade que o Setor de TICs pode proporcionar à economia nacional, mas a hora de se posicionar está passando; a importância do Setor está passando despercebida. A área de Tecnologia da Informação e Comunicação é o grande sonho de prosperidade de todas as nações: só ela é capaz de aumentar a produtividade de todos os outros setores da economia, sem ampliar o número de horas trabalhadas. As TICs representam hoje 7% do PIB e podem crescer 50% nos próximos 10 anos. Sem a atenção especial dos poderes constituídos, continuando a ser regido pelas leis tradicionais, o setor estará condenado à estagnação e perda crescente de competitividade, na comparação com outros países.

Nesse contexto, e com o objetivo de um melhor posicionamento quanto à criação, desenvolvimento e exportação de tecnologia, já formalizamos um pedido de audiência à Presidente Dilma, fruto da mobilização empresarial, que foi subscrito por meio milhar de empresários brasileiros, todos do Setor de TI. Nesse pedido já apontamos os pontos prioritários para o Setor, que só podem ser equacionados adequadamente com a efetiva participação do Governo Federal e com a criação de políticas públicas modernas, ágeis e efetivas. São elas:
 
Desoneração da Folha de Pagamento;
Efetiva Utilização do Poder de Compra Governamental para o incentivo ao desenvolvimento de Tecnologias Nacionais;
Implementação de Mini-Reforma Tributária direcionada ao Setor de TICs;
Ampliação do Investimento em Capacitação de recursos humanos especializados em Pesquisa e Desenvolvimento.

*Luís Mário Luchetta é presidente da Associação das Empresas Brasileiras de Tecnologia da Informação (Assespro)


Seagate comprará unidade de HDs da Samsung, por 1,4 bilhões de dólares

Por Julio Cesar Bessa Monqueiro em 19 de abril de 2011 às 10h0824
Agora é oficial: a Samsung venderá sua divisão de discos rígidos para a norte-americana Seagate, em uma ação que moverá o foco da primeira em áreas mais rentáveis, como a próxima geração de telas, chips NAND e células solares. Como parte do 'realinhamento estratégico', a Samsung terá em mãos 1,375 bilhão de dólares em dinheiro e ações para combinar sua unidade de HDs com a Seagate. A Samsung terá 10% em ações da Seagate, segunda maior fabricante de HDs no mundo, além de ampliarem o acordo cruzado de patentes entre as duas.

Além disso, as empresas entrarão em um acordo de fornecimento de memória flash NAND, em que a Samsung fornecerá seus chips à Seagate, para uso nos SSDs corporativos, drives híbridos e outros produtos da segunda. Por outro lado, a Seagate fornecerá HDs para a Samsung em suas linhas para PCs, notebooks e outros eletrônicos voltados a consumidores finais.

As duas empresas deverão ainda supostamente desenvolverem em conjunto novas soluções de armazenamento corporativo, e um executivo da Samsung será nomeado para integrar a mesa de diretores da Seagate em um futuro próximo. É esperado que o acordo seja finalizado no final deste ano. Este acordo vem justamente em um momento onde a Western Digital anuncia planos de comprar a Hitachi GST por 4,3 bilhões de dólares.

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