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10/08/2015 - Brasil: o país do futuro

*Por Dagoberto Hajjar

Recebi telefonemas de vários amigos americanos querendo saber o que estava acontecendo com o Brasil. A atual presidente e dois ex-presidentes estão sendo investigados por possíveis crimes fiscais e de corrupção. O presidente do Senado e da Câmara de Deputados também estão sendo investigados por corrupção. Presidentes e alto executivos de várias empresas estão sendo presos, também por corrupção. 

Se isto estivesse acontecendo em algum país desenvolvido, então, os reflexos na economia seriam devastadores. No Brasil, este cenário político conturbado, significa que o país está amadurecendo o seu processo democrático, e o impacto na economia, embora grande, é relativamente contido. Esse amadurecimento, onde todas as mudanças estão sendo feitas seguindo estritamente a constituição, é fundamental para que o Brasil se livre dos políticos do passado, reduza drasticamente a corrupção, e mostre para a população a importância de uma consciência política e do voto inteligente.

Terminaremos o ano com uma retração de aproximadamente 2% no PIB. Empresários estão demitindo, varejistas estão fechando lojas, o consumo caiu e a inadimplência aumentou. Esta é uma parte do preço que temos que pagar.

A área de Tecnologia da Informação (TI) é um oásis neste deserto, terminando 2014 com cerca de 12% de crescimento e com uma expectativa de 6% para 2015.

No segundo trimestre de 2015, cerca de 25% das empresas de TI tiveram um crescimento de mais de 15%, estão aumentando o quadro de colaboradores, investindo em marketing e vendas, e expandindo sua atuação vendendo para novos clientes ou novos mercados. 18% das empresas diz que o mercado onde estão atuando é extremamente promissor para 2015 e 2016. No outro extremo 17% das empresas tiveram uma retração de mais de 15%, estão demitindo funcionários e lutando para não perder seus clientes. Então, a crise está fazendo com que o dinheiro mude de mãos. Empresas de TI com um bom plano e execução estão “roubando” mercado das outras.

Empresas internacionais começam a olhar, novamente para o Brasil, como uma excelente oportunidade de investimento em especial neste momento, com a moeda local barata.

O Brasil é a sétima maior economia do mundo e conta com 200 milhões de consumidores aficionados por tecnologia. Temos um total de 283 milhões de celulares em uso, com taxas de crescimento 4% em 2014, um ano onde a economia retraiu -1.5%. Este é um campo fértil para software para dispositivos móveis e para aplicações Cloud. No final de 2014, 14% do faturamento das empresas de TI estava relacionado com produtos ou serviços Cloud, com uma expectativa de chegar em 33% no final de 2016.

O governo brasileiro está exigindo que as empresas estejam cada vez mais automatizadas, sendo obrigadas a transferirem, mensalmente para o governo, dados contábeis, fiscais, tributários, recursos humanos e produção. Todos esses dados são cruzados imediatamente para identificar erros ou sonegação. Isso fez com que o consumo de software de gestão empresarial, fiscal, tributário e de business intelligence crescesse a taxas acima de 20% ao ano.

O mercado financeiro brasileiro é um exemplo de automação, mas os outros segmentos ainda estão muito carentes. Cerca de 2,4% do PIB é investido em TIC, enquanto que esse índice é de 4% nos países desenvolvidos. Portanto, o Brasil ainda tem um grande potencial de crescimento em TIC.

O Brasil conta, hoje, com 15.000 empresas que vendem produtos e serviços de TI e que tenham mais de 5 colaboradores. Nos últimos 10 anos, o setor de TI é o primeiro colocado em número de fusões e aquisições, mostrando que o mercado está amadurecendo e gerando empresas cada vez maiores e mais bem preparadas para atender o vasto território nacional (quinto maior país do mundo). Portanto, neste momento não podemos confundir as notícias que estão sendo divulgadas sobre uma crise política com a oportunidade de investimento e crescimento no país, em especial, para a área de TI. 

Dagoberto Hajjar trabalhou 10 anos no Citibank em diversas funções de tecnologia e de negócios, 2 anos no Banco ABN-AMRO, e, 9 anos na Microsoft exercendo, entre outros, as atividades de Diretor de Internet, Diretor de Marketing, e Diretor de Estratégia. Atualmente, é sócio fundador da ADVANCE – empresa de planejamento e ações para empresas que querem crescer.

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