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26/01/2015 - Nem TI, a profissão do futuro, escapa da crise no mercado de trabalho

Cadastro que registra empregos com carteira assinada no país mostra extinção de vagas em 2015. Crise econômica afetou empresas que demandam serviços de TI. Apenas os mais especializados escaparam ilesos.

 

 

 

 

Sempre apontada como uma das profissões do futuro, a área de Tecnologia da Informação (TI) não passou ilesa pelo aperto no mercado de trabalho brasileiro vivido no ano passado. Segundo o Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) do Ministério do Trabalho, foram pelo menos 8.500 vagas com carteira assinada a menos entre os desenvolvedores de software em 2015, resultado das dificuldades financeiras pelas quais as empresas estão passando por causa da crise econômica. O presidente da Associação Brasileira das Empresas de TI de Minas Gerais (Assespro-MG), Marcello Ladeira, afirma que as empresas prestadoras de serviço em TI são fornecedoras de companhias dos diversos setores afetados pelos problemas econômicos.

 “Nós somos suporte da indústria, do comércio, dos bancos. Se esses setores não vão bem, o setor de TI também não vai. Não dá para falar que, nesse segmento, ninguém sentiu a crise”, diz Ladeira. No ano passado, de acordo com os dados oficiais do Caged sobre empregos formais, houve a extinção de 1,5 milhão de postos nos diversos setores econômicos, o pior resultado anual dos últimos 24 anos.

Ainda assim, segundo especialistas em mercado de trabalho, oportunidades estão surgindo da crise para quem atua no mercado de TI. Ironicamente, para os profissionais mais capacitados, a necessidade de otimizar custos e reduzir gastos com mão de obra torna-se alternativa para novos trabalhos. “Nas empresas que precisam enxugar gastos, os profissionais de TI se tornaram essenciais porque ajudam a otimizar processos, fazendo com que seja possível realizar a mesma tarefa com menos mão de obra e mais rapidamente”, afirma o presidente da Assespro-MG.

Setor público

Os órgãos públicos também dão sinais positivos para esses profissionais pois, mesmo em meio à necessidade de reduzir despesas, estão oferecendo chances de contratações. No começo deste mês de janeiro, 228 analistas aprovados no último concurso realizado em 2015 tomaram posse no Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão. Eles serão distribuídos entre empresas e departamentos da Administração Pública Federal.

O ministro do Planejamento, Valdir Simão, ao decidir pela contratação, “a Tecnologia da Informação é um instrumento imprescindível na gestão pública”. E foi além: “Precisamos aprimorar nossos sistemas de acesso à informação, a promoção de serviços digitais mais simples, ágeis e eficazes, além de aumentar a participação social nas políticas públicas”.

Mas, para conquistar espaço nesse mercado, é preciso investimentos em formação já que as exigências na hora da contratação são cada vez maiores. Sabendo disso, Leonardo Galler investiu quase R$ 8.000 em três certificações de áreas específicas nas quais queria atuar. O resultado foi que, antes de concluir a faculdade de sistemas de informação em 2014, já estava empregado e ganhando R$ 6.500.

“A faculdade é muito genérica. O que eu aprendi foi trabalhando e fazendo cursos por fora”, conta Galler. Apesar disso, no ano passado, a firma para qual Leonardo Galler trabalhava perdeu contratos com empresas privadas e órgãos do governo e ele foi demitido. “Eles foram obrigados a me dispensar porque não tinham dinheiro para me manter como funcionário”. Entretanto, pouco mais de um mês depois, a empresa fechou um novo contrato e Galler foi recontratado.

Certificação

O contratempo pelo qual Galler passou é uma das consequências de determinada tendência que vem sendo observada pelos profissionais da área. Hoje, muitas empresas terceirizam o serviço de TI ao invés de ter os próprios funcionários. O presidente da Assespro-MG explica que tudo é uma questão de redução de custos. “Se, por exemplo, a empresa tem uma demanda de desenvolvimento de sistemas mais esporádica, é mais econômico terceirizar o serviço. Depois que este for concluído, você pode ‘devolver’ o funcionário”. “Além disso, é possível solicitar profissionais mais especializados em determinado assunto”, completa.  

O movimento tem feito com que estudantes em início de carreira tenham dúvidas quanto à importância da certificação: se esta funciona como um pilar ou como um adicional à formação. O diretor da TI Educacional, Ernesto Haberkorn, conta que, para ele, um bom profissional não precisa, necessariamente, ter curso superior. “Para se inserir no mercado de trabalho, o profissional de TI precisa de experiência. Que seja através de estágios ao longo da faculdade ou de cursos de certificação. Quem sai cru, realmente, tem dificuldade”, completa Haberkorn.

Mesmo em momento de crise, o diretor da Associação Brasileira das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação (Brasscom), Sergio Sgobbi, aponta cargos e funções que, de acordo com ele, ainda estão em alta na profissão. Ele conta que, na era da mobilidade, onde tudo é feito e resolvido através de tablets e smartphones, são necessários profissionais que garantam o sigilo das informações dos usuários. “Quem domina a área de segurança da informação e suporte de redes, hoje, é disputadíssimo pelo mercado”, diz Sgobbi.

Oportunidades no exterior

Apesar disso, as dificuldades pelas quais os profissionais de TI têm passado, revelada através da alta do índice de desemprego, têm feito com que muitos deixem o Brasil em busca de novas oportunidades. Ainda não há dados que quantifiquem esse movimento, mas há indícios, segundo Marcello Ladeira, de que empresas no exterior estão absorvendo, com frequência, mão de obra brasileira. Ladeira considera o fato preocupante. “A gente tem que criar formas de manter esse profissional no país, mas é complicado. À medida em que, aqui, tem retração e em outros mercados, expansão, acabam aparecendo as ofertas”, diz.

Galler mesmo conta que já fez entrevistas para trabalhar no exterior, e, hoje, está na lista de possíveis candidatos para uma empresa que fica em Portugal. Ambiente organizacional melhor, menor rotatividade de profissionais, estabilidade e salários tentadores – com disparadas do euro e dólar - são motivos pelos quais Galler sairia do Brasil. “Sem dúvidas, o Brasil tem excelentes profissionais de TI, mas não estamos conseguindo competir”, afirma o diretor da Brasscom. Atualmente, em torno de 400 mil pessoas estão empregadas na área de TI no Brasil.

 

Fonte: Fato Online

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