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27/06/2016 - Saída do Reino Unido da União Europeia é um tsunami na área de TIC

[...] uma empresa que quiser coletar dados na Europa vai ter que atender premissas de ambos, o que estabelece uma camada extra de custos administrativos – a serem repassados para os consumidores.

 

 

A saída do Reino Unido da União Europeia terá impacto no novo acordo sobre transferência de dados entre UE e EUA, avalia o consultor Shelly Palmer, presidente da Palmer Advanced Media. Primeiro, porque o Reino Unido perde força nessa negociação regulatória. Para as empresas americanas de internet, significa perder quase um aliado nessas tratativas. 

Adicionalmente, isso também indica que a União Europeia terá uma política para transferência de dados que será diferente do Reino Unido. Portanto, uma empresa que quiser coletar dados na Europa vai ter que atender premissas de ambos, o que estabelece uma camada extra de custos administrativos – a serem repassados para os consumidores. 

O Reino Unido, por outro lado, terá que cumprir exigências da Europa sobre esse tema. “Brexit foi uma vitória da soberania digital, mas as políticas soberanas do Reino Unido terão que ser alinhadas com a UE. Pode ser feito? Claro. Quanto tempo vai levar? Não se sabe. Mas uma coisa é certa: Brexit é um golpe caro em dinheiro e tempo da globalização da internet.” 

Ainda segundo ele, para a comunidade de startups, Londres era como a Estrada de Tijolos Amarelos para toda a União Europeia. Como capital financeira da Europa, Londres era o lugar perfeito para começar uma startup, com acesso fácil a força de trabalho diversificada e toda a UE como mercado. Por aí também o consultor prevê três impactos. 

Primeiro, Londres não será mais uma opção clara para startups. Para muitos, Berlim, que tem uma vibrante comunidade tecnológica e acesso relativamente fácil a capital será agora uma escolha muito melhor. Tem a força de trabalho diversificada e acesso a um mercado muito maior. Isso será especialmente verdade para startups financeiras (fintechs). 

Além disso, a iniciativa da UE para um Mercado Único Digital não vai incluir o Reino Unido, a não ser que o país negocie seu retorno ao acordo. Isso terá impacto econômico direto e significativo em toda a Europa e vai afetar os resultados de todas as empresas de tecnologia que esperavam lidar com um único conjunto de regras para os 28 países do bloco. 

E como é verdade para qualquer aspecto dos negócios pós Brexit, incertezas políticas e econômicas aumentam significativamente o risco de começar e crescer um negócio no Reino Unido. 

Roaming e 5G

A torcida é para que o Reino Unido seja capaz de acordar com a UE de forma a manter a legislação relativamente nova que garante aos cidadãos do bloco planos bastante acessíveis de dados ou dos quase gratuitos planos de minutos e de mensagens de texto. Roaming de dados dentro das fronteiras do país são notavelmente caros e a necessidade de administrar planos de telefonia internacionais cria maior fricção nos negócios. 

Adicionalmente, o 5G já está no horizonte. Agora, dois organismos padronizadores terão que concordar no uso do espectro e outros detalhes técnicos. Isso não é crítico, mas aumenta o tempo e o custo, o que por sua vez reduz a velocidade do progresso das comunicações em alta velocidade no Reino Unido e na União Europeia. 

O consultor aponta, ainda, para o impacto no mercado de tecnologia sob a perspectiva da mão de obra qualificada. Sem o livre trânsito de trabalhadores, o Reino Unido terá que criar em casa seu manancial de talentos. Na prática, recursos humanos representam o maior desafio dos negócios em tecnologia. Codificadores, designers, engenheiros e cientistas de dados de talento vêm de todas as partes da UE, mas agora eles vão precisar de vistos especiais para trabalhar no Reino Unido. “Com tantas opções excelentes de trabalho em Berlim, Munique, Madri e Paris, será que isso vai valer a pena? Humanos em geral tomam o caminho de menor resistência”. 

A Era Digital e o desafio das suas oportunidades é o tema do WCIT 2016, evento que acontece pela primeira vez no Brasil, de 03 a 05 de outubro, em Brasília. Especialistas do país e internacionais vão debater os impactos dessa reviravolta em um dos mercados mais tradicionais de negócios de TIC: a Comunidade Europeia. O Brasil perde um parceiro relevante? As empresas brasileiras podem ganhar mercado com essa decisão? Esses e outros temas estarão à mesa. Para mais informações, clique aqui.

 

Fonte: Convergência Digital

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