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05/06/2012 - Relações internacionais e o papel(ÃO) do Brasil

* Por Roberto C. Mayer

 

O Brasil passa pelo chamado círculo virtuoso de crescimento, que envolve investimentos públicos, de capital privado e principalmente de investidores externos. Grandes eventos, como a Copa do Mundo, de 2014, e os Jogos Olímpicos, de 2016, também impulsionam o desenvolvimento e crescimento do País. Em geral, o Brasil busca uma participação internacional mais ativa, vide os constantes encontros e reuniões da presidente Dilma Rousseff, com líderes mundiais.

Apesar de todo o esforço do governo, algumas estratégias de relações internacionais, utilizadas pelo País desde o governo anterior, foram equivocadas e falhas. Tais ações mostraram que faltam base e estrutura institucional e política para o Brasil se tornar destaque entre os países que compõem o novo cenário econômico global. Um exemplo do despreparo do Brasil nas questões internacionais foi o acordo fechado em 2010 (e ignorado depois), pelo então presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no qual o País via-se comprometido com um acordo nuclear que estabelecia a troca de urânio entre Irã e Turquia. Esse é apenas um dos exemplos de uma diplomacia que há décadas não consegue os resultados que esperamos para um país do nosso porte.

Atualmente, o Brasil está entre as oito potências mundiais e, economicamente, é o mais importante da América Latina. Mas, tal posição econômica não se reflete em poder nos organismos internacionais,como ocorre por exemplo com a longa busca de um assento permanente no Conselho de Segurança da ONU (Organização das Nações Unidas), no qual participou apenas como membro temporário, em igualdade de condições com todas as nações do mundo.

Em termos de crescimento planejado, o Brasil pode aprender com um de nossos vizinhos, o Chile, que apesar de possuir um território pequeno é um país que apresentou um desempenho de sucesso nas últimas décadas. O Chile apresenta-se hoje ao mundo como uma economia aberta e integrada, clima de negócios favorável, capacidade de recuperação econômica e investimentos atrativos, que lhe permitem assumir um papel relevante e de exemplo no contexto regional e global.

Os representantes internacionais brasileiros devem entender que relações institucionais e políticas dependem de uma comunicação permanente entre as diversas nações do mundo. É preciso que haja investimentos e estratégias, a curto e longo prazo, no mercado de internacionalização e de diversificação, não só com mercados tradicionais, como a Europa e os Estados Unidos da América, ambos acometidos em crises.

É preciso negociar com outros mercados, como os países que compõem o Brics (grupo composto por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) e o Mercosul. Neste contexto, vários países esperam a liderança do Brasil, mas não vemos esse posicionamento por parte dos nossos representantes.

De acordo com dados do FMI (Fundo Monetário Internacional), os países que compõem o Brics, apesar da crise financeira global de 2008/2009, representaram coletivamente 19% do Produto Interno Bruto (PIB) global em 2010. Para 2012, o FMI prevê que essas nações deverão responder por 56% do crescimento da economia mundial, enquanto os países do G7 (Estados Unidos, Japão, Alemanha, Reino Unido, França, Itália e Canadá) deverão ser responsáveis por apenas 9% do crescimento.

Entre os destaques do Brics está a Índia: um dos países mais avançados na área de Tecnologia da Informação e que hoje exporta Phd's na área de Softwares principalmente para a Europa e EUA, além do grande know how em pesquisas espaciais, nucleares e no campo da biotecnologia, com profissionais ocupando cargos importantes na Universidade de São Paulo (USP).

O Brasil, por sua vez, sustenta-se tanto na disponibilidade de recursos humanos qualificados, flexíveis e talentosos, como na abundância de recursos naturais, amplos setores e mercados diversificados, com indústrias e comércios de grande porte e desempenho de alto nível.

O que falta é uma diplomacia que exponha o País, com as características de ser um ambiente de negócios altamente dinâmico e sustentado no vigoroso crescimento econômico. Nossos representantes, na chefia de Dilma Rousseff, precisam aprender a se desempenhar para transformar o Brasil num dos líderes globais, no verdadeiro sentido da palavra. Bravatas contra tsunamis não nos levam a nenhum lugar: líderes maduros sentam à mesa em busca de negociações consensuais que resultem em benefícios para todas as nações envolvidas.

Nosso envolvimento nas Federações internacionas de Entidades Empresariais de TI, onde alcançamos a liderança para o Brasil em poucos anos de envolvimento, é um exemplo do setor privado que esperamos sirva de inspiração para o setor público.

 

* Roberto Carlos Mayer é diretor da MBI , VP de Comunicação e Marketing da Assespro São Paulo, VP de Relações Públicas da Assespro Nacional e presidente da ALETI (Federação Ibero-Americana das Entidades de TI).

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