Página InicialNa MídiaArtigos

09/01/2012 - Copa de 2014 o setor de TICs chutado pra escanteio

*Por Roberto Carlos Mayer

A Câmara Americana do Comércio (Amcham) realizou recentemente um debate sobre as “TICs para os Megaeventos Esportivos”, no qual tive a oportunidade de participar como mediador em um painel sobre como o país está se preparando na área de TICs para a Copa do Mundo de 2014.

Na ocasião, ainda estavam dispostos para o debate Artur Coimbra de Oliveira, diretor do Departamento de Banda Larga do Ministério das Comunicações, João Moura, presidente executivo da TelComp – associação das operadoras de telecomunicações; e Rodrigo Meira, assessor do Ministério dos Esportes.

Em um debate envolvendo todos os protagonistas do processo, incluindo membros do governo e representantes das entidades privadas de TI e Telecom, tornou-se essencial fazer um primeiro balanço da evolução da preparação do país no que diz respeito ao uso de recursos de TICs para a Copa do Mundo. Ainda, este tipo de debate é oportuno e urgente, visto que se for necessário efetuar alguma correção na rota traçada pelo governo, o prazo para identificar as mudanças necessárias e ainda colocá-las em prática a tempo está praticamente se esgotando.

O prazo prometido pelo governo para a conclusão de todas as obras e serviços necessários à Copa do Mundo é dezembro de 2013, exatos seis meses antes do início do evento. Ainda, foi informado pelo representante do Ministério das Comunicações que a largura de banda necessária para a transmissão dos jogos, fixada pela FIFA em 20 Gigabits/segundo, já existe. Inclusive, até a Copa, a capacidade de conexão internacional do país deve atingir a marca de 2 Terabytes/segundo. Segundo o representante do Ministério dos Esportes, a realização da Copa do Mundo no país tem, entre seus objetivos, a função de mobilizar e promover o país, gerar um salto de qualidade nos serviços envolvidos no evento (TICs, turismo etc.), construir arenas multiuso de classe mundial e modernizar a infraestrutura do país.

Para tanto, o planejamento do Governo dividiu as obras em três ciclos. O primeiro ciclo, já em pleno desenvolvimento, inclui todos os elementos que exigem investimentos que levam grandes prazos para serem realizados, como a própria construção dos estádios. O segundo ciclo inclui os recursos que podem ser implementados em prazo menor, como as questões relacionadas a transporte, segurança pública, turismo e TICs, enquanto o terceiro e último ciclo corresponde à operação do evento propriamente dito, durante os trinta dias em que a Copa estará sendo disputada.

No entanto, como protagonistas no setor de longa data, sabemos que qualquer projeto de TICs que pretenda deixar um legado, não pode ser executado sem a disponibilidade de um prazo considerável. Esse tratamento dado pelo governo às TICs foi comparado, durante o debate, ao tratamento que é dispensado aos móveis e decoração dos estádios e demais locais envolvidos na Copa: só depois de todas as obras civis prontas e inauguradas é que esses gastos serão autorizados, e a entrega se dará em curto prazo, eliminando a chance de dispor de grandes e importantes projetos para o desenvolvimento do setor e absorção da tecnologia.

Inclusive, o presidente da Telcomp foi muito feliz ao afirmar que, para tornar realidade o legado positivo que o governo promete deixar para o país após o mega-evento, não é possível deixar os planos de implementação dos recursos de TICs para a última hora.

Outro aspecto que ficou claro durante o debate é que a área de TICs não está sendo contemplada como parte do projeto básico apresentado pelos construtores para a obtenção dos recursos financeiros para a construção das arenas. Nem os órgãos de governo, notadamente o BNDES, exigem que a área de TICs seja considerada nos projetos, para sua análise e liberação de verbas.

Ou seja, os recursos de TICs serão tratados às pressas, à véspera da inauguração de cada arena, não apenas aumentando custos, mas deixando de aproveitar a oportunidade de integrar as arenas entre si, e com os demais locais envolvidos no evento, como centros de treinamento e centros de controle.

Na área de TICs, o legado planejado inclui o “desenvolvimento local de conteúdo específico para a Copa do Mundo”. Embora este item seja parte dos objetivos elencados pelo governo, até o momento não há qualquer plano de ação para concretizá-lo, muito menos ações específicas em andamento.

Dessa forma, não nos resta outra forma de concluir que, infelizmente, em função do avançado dos prazos, esta oportunidade já está praticamente perdida para o país.Ou seja, efetivamente o setor de TICs foi chutado para escanteio nesta nossa Copa do Mundo.

 

 

* Roberto Carlos Mayer é vice-presidente de Relações Públicas da Assespro Nacional e representante do Brasil junto à ALETI (Federação Ibero-Americana das Entidades de TI) e diretor da MBI.

Editar esta página (área restrita)

 

Institucional

Associados

Biografias

Depoimentos

Diretoria Nacional

Diretorias Regionais

Histórico

Internacional

Missão, Visão e Valores

Núcleos Regionais

Transparência

Contatos

Contate Nossa Assessoria

Onde Estamos

Receba nossa Comunicação

Sua Opinião

Webmaster

Associe-se!

Filie-se Já!

Quem pode se Associar

Seja um Conveniado

Seja um Patrocinador

Benefícios

Comerciais

Competitividade

Eventos

Juridico-Tributarios

Reconhecimento

Recursos Humanos

Representatividade

Salas e Auditórios

Biblioteca

Agenda do Setor de TI

Dados de Mercado

Documentos

Inscritos em Prêmiações em Andamento

Inscritos em Premiações Encerradas

Legislação

Material de Eventos

Oportunidades de Negócios

Perguntas Frequentes

Recomendações

Loja Virtual

Inscrição Prof. Imre Simon - 2014 - ASSOCIADOS

Inscrição Prof. Imre Simon - 2014 - NÃO ASSOCIADOS

Livro 'Juntos Somos Mais'

Na Mídia

Artigos

Clipping

Mídias Sociais

Newsletter

Notícias das Regionais

Notícias do Setor

Notícias dos Associados

Press Kit

Press Releases

Revista TI

Semana em Brasília

>
 
 
 

(C)opyright 1976 - 2016 by Assespro Nacional

Sede: SRTVS - Quadra 701 - Bloco A - Salas 829/831
Edifício Centro Empresarial Brasília
70340-907 Brasília (DF) - Brasil
Fone/Fax: +55 (61) 3201-0932

 

Layout desenvolvido por: