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04/07/2011 - As TICs no contexto da Inclusão Digital

 Alexandre Tosoni, Luís Mário Luchetta e Prof. Dr. Rubens Maluf Dabul discorrem sobre a Tecnologia da Informação e Comunicação – TICs na inclusão digital

O emprego de Tecnologias da Informação e Comunicação – TICs - como um meio para o desenvolvimento social é mundialmente reconhecido como de grande eficácia. Estudos do Instituto de Teleinformação da Columbia Business School apontam que, para cada 10% de aumento na cobertura de banda larga em um país, há uma contribuição de 0,18 pontos percentuais ao PIB. Esses estudos apontam também a relação direta entre o acesso à informação e a empregabilidade - no Chile, cerca de 100.000 empregos foram gerados sob o impacto da Internet.

Por esta razão, governos de vários países investem sistematicamente em programas usualmente denominados de Inclusão Digital, com o objetivo de, através do impulso que proporcionam ao desenvolvimento econômico e geração de empregos, estimularem o crescimento da economia formal pela redução da desigualdade e aumento da renda, a redução da pobreza e a elevação do nível cultural da sociedade.

A geração, armazenamento, consulta e atualização de conteúdo, proporcionadas pelas Tecnologias da Informação, e a infraestrutura de acesso a estes recursos proporcionados pelas Comunicações – o C do acrônimo TIC – compreendem processos, tecnologias e serviços complementares. Conteúdo não existe sem infraestrutura de acesso, e ambos são componentes indissociáveis dos programas de Inclusão Digital.

No que diz respeito às Tecnologias da Informação, as demandas para Inclusão Digital podem ser atendidas hoje através de amplas possibilidades de escolha, com valores de investimento em produtos oscilando do zero teórico – os denominados softwares livres – a milhões de Reais, diretamente correspondentes as suas especificidades (porte, escala de comercialização, amplitude de serviços inclusos, orientação a segmentos de mercado, conteúdos tratados, entre outros), aos graus de serviços oferecidos (processos de suporte, atualização, segurança no tratamento da informação e outros) e correspondentes custos de utilização. O emprego de softwares livres, ainda que não implique em investimento direto em produtos, usualmente envolve particularizações de sistemas operacionais e sistemas, implicando em maiores custos recorrentes para a manutenção de equipes de suporte e atualização. Alternativamente, o compartilhamento de sistemas em nuvem – Cloud Computing – reduz consideravelmente seu custo de utilização, proporcionando acesso a recursos de alta produtividade e eficácia a um maior número de usuários. A adequada condução dos processos relacionados à especificação, aquisição, desenvolvimento, suporte operacional e atualização de recursos de tecnologia de informação configura hoje o desafio no contexto dos programas de Inclusão Digital coordenados pelas organizações governamentais brasileiras.

De outro lado, e no mesmo contexto, as Comunicações apresentam desafios constantes e crescentes em função da rápida evolução da tecnologia, das crescentes demandas por convergência de serviços nos meios, e da inerente demanda por maior capacidade dos acessos. Cabe destacar que estas últimas decorrem da própria natureza dos programas de inclusão digital à medida que, seus usuários, ao tomarem contato com os recursos de acesso a conteúdo, evoluem rapidamente na demanda por velocidades de comunicação mais elevadas e compatíveis com a convergência dos diversos formatos da informação no meio de acesso (dados, voz, imagem, vídeo). Em consequência, custos elevados de utilização, atualização e expansão configuram-se como um dos elementos mais críticos para os programas de governo voltados à inclusão digital. É exigido, portanto, um planejamento estratégico que compatibilize a viabilização e aplicação eficaz dos recursos financeiros com as decisões críticas sobre as plataformas tecnológicas a adotar.

Outro fator a considerar quanto às Comunicações no contexto da Inclusão Digital é o perfil inicial de demanda para cada tipo de comunidade a atender. Embora os diferentes perfis tendam a convergir para um perfil comum, a diversidade de estágios evolutivos e contextos socioambientais nas comunidades brasileiras, permite considerar diferentes níveis de recursos a alocar em estágios progressivos, particularmente aqueles diretamente relacionados a serviços com custos recorrentes – segmento espacial em satélites, circuitos de interconexão a backbones de redes etc. Dessa forma, torna-se possível considerar o aumento gradual de boa parte dos recursos levando-se em conta a redução nos custos por escala de consumo e aumento do desempenho pela evolução das tecnologias, ambos controláveis sob o ponto de vista do planejamento estratégico.

Analogamente, o conteúdo demandado por cada comunidade variará ao longo do tempo: se inicialmente e-mail e softwares de comunicação instantânea serão suficientes, ao longo do tempo haverá demanda por aplicações mais sofisticadas, de conteúdo educacional (p.ex. ensino a distância), incluindo demanda por vídeo em tempo real, o que por sua vez realimenta a necessidade de incremento da infraestrutura de comunicações.

Ainda do ponto de vista estratégico há que considerar não somente os recursos financeiros para a implantação da Inclusão Digital, mas também os recursos que decorrem do próprio desenvolvimento socioeconômico das comunidades a partir dessa implantação. A premissa, nesse caso, é que a geração de riquezas a partir desse desenvolvimento possa contribuir de forma gradativa, ou até mesmo custear integralmente, ao fim de certo tempo, a manutenção e incremento de tais recursos.

A estes se somam outros recursos derivados do segundo setor da economia – o setor industrial, potencialmente aplicáveis no Brasil com base no arcabouço legal e regulatório existente, que podem não só contribuir para a viabilidade da implantação da Inclusão Digital em escala nacional, como também acelerar fortemente sua implantação.

No entanto, ao considerar-se tal fator como parte da cadeia de recursos torna-se necessário: desenvolver projeções de desenvolvimento socioeconômico, a partir da implantação da Inclusão Digital, orientadas aos diferentes perfis das comunidades; considerar técnicas de manejo de recursos naturais próprios dos diferentes perfis como meio de desenvolvimento econômico e ambiental sustentado; elaborar métricas para aferição desse desenvolvimento; e definir metas viáveis, mas ao mesmo tempo desafiadoras para os objetivos a alcançar. Implícito está, nessa assertiva, a essência do empreendedorismo e da empregabilidade como fatores de desenvolvimento socioeconômico em âmbito nacional.

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