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21/03/2011 - Desindustrialização Tecnológica

Por Roberto C. Mayer*

Diversos sinais apontam para o declínio da produção industrial tecnológica e da inovação nas empresas brasileiras de tecnologia

Nos últimos meses, soaram pelo menos dois alarmes que apontam para um processo de declínio da inovação e da produção dos setores de alta tecnologia no país.

No final de 2010, o IBGE liberou os dados da Pintec (Pesquisa de Inovação Tecnológica) referente aos dados coletados no ano de 2008. Esta pesquisa, que teve resultados divulgados pela primeira vez no ano 2000, procura acompanhar o processo de inovação nas empresas brasileiras.

A comparação dos resultados de 2008 com os de 2005 revela que a taxa de crescimento do investimento das empresas em inovação tem se mantido ligeiramente abaixo dos índices de crescimento da economia, fazendo com que a fatia da receita dedicada a inovação diminua.

O número total de pesquisadores que atuam em atividades internas de P&D, seja na indústria ou no setor de serviços, também vem declinando (reduziu-se em 8% no período entre as duas últimas edições da pesquisa).

O único crescimento significativo revelado pela pesquisa é o aumento do percentual das empresas que inovaram por meio da implementação de novos softwares (que cresceu 59% no período). Infelizmente, o IBGE não estuda a origem do software (se desenvolvido no país ou no exterior).

Outro sinal de alerta vem de recente estudo da Abimaq (divulgado em janeiro de 2011), que revela crescimentos assustadores da participação de produtos estrangeiros nos mercados de alta tecnologia. Por exemplo, na área de equipamentos médico-hospitalares, a participação de mercado dos produtos importados evoluiu de 24 para 65% entre 2004 e 2010. Na área de eletrônicos, a variação foi de 28 para 56% do mercado total.

As causas deste processo são várias: o real valorizado encarece as exportações enquanto torna as importações mais baratas. Além disso, os custos locais de produção são pressionados pela alta carga tributária, custos de logística, energia e mão de obra, levando as empresas a importar componentes e inclusive produtos completos.

Do outro lado, a concorrência com os produtos importados obriga as empresas a reduzir seus preços. Assim, elas passam a não ter mais capacidade de investimento em inovação, e se transformam em revendedores de tecnologia importada.

Se nenhuma medida for tomada, as tendências apontadas tenderão a se intensificar, levando a um aumento da dependência tecnológica e a um desequilíbrio ainda maior na balança comercial do setor de tecnologia.

Sabemos que nenhum governo (federal ou estadual) defende esses objetivos! Mas é preciso passar do discurso para a ação, antes que as consequências do processo se tornem ainda mais dramáticas.

* Roberto Carlos Mayer é diretor da MBI, vice-presidente de Relações Públicas da Assespro Nacional e representante do Brasil junto à ALETI (Federação Ibero-Americana das Entidades de TI).

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