August 3, 2024

Ministra Luciana Santos Anuncia Uso de IA pelo Governo para Disponibilizar Vagas de Emprego

A ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, anunciou que o governo utilizará inteligência artificial para oferecer vagas de emprego a quem precisa, como parte do Plano Brasileiro de Inteligência Artificial (PBIA). Em entrevista, ela detalhou que o plano, que prevê um investimento de R$ 23 bilhões entre 2024 e 2028, inclui a integração de dados do Sistema Nacional de Emprego (Sine) e do Cadastro Único (CadÚnico) para indicar oportunidades de emprego a beneficiários do Bolsa Família.

O PBIA, apresentado ao presidente Lula na abertura da 5ª Conferência Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação, busca utilizar a IA para melhorar a inclusão e gerar novas oportunidades de emprego, além de abordar desafios em saúde e educação. O plano será apoiado por recursos de diversas fontes e envolve a criação de infraestrutura tecnológica avançada, incluindo um supercomputador de alto desempenho.

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Ministra Anuncia Expansão da Inteligência Artificial no Governo Brasileiro a Partir de 2026

A ministra de Ciência e Tecnologia, Luciana Santos, prevê que o Brasil levará pelo menos dois anos para alcançar resultados significativos com o Plano Brasileiro de Inteligência Artificial (PBIA). Em entrevista ao Estadão/Broadcast, a ministra detalhou que o plano, denominado “IA para o Bem de Todos”, inclui a criação de uma “nuvem soberana” para armazenar e gerenciar dados sensíveis, com o objetivo de otimizar a gestão pública e garantir a segurança da informação.

O plano, que terá um investimento total de R$ 23,03 bilhões entre 2024 e 2028, começa com a consolidação da “nuvem soberana”. A infraestrutura será suportada pelo Supercomputador Santos Dumont, do Laboratório Nacional de Ciência da Computação (LNCC), que receberá R$ 700 milhões para apoiar o desenvolvimento de ferramentas de IA para saúde, educação, agricultura e emprego.

Luciana Santos justificou o investimento destacando a insuficiência da estrutura atual para lidar com o volume e a velocidade dos dados necessários para o avanço da IA. Apesar do investimento, a ministra ressaltou que o desenvolvimento e a integração das informações exigirão tempo e grandes equipes.

Na saúde, a IA é esperada para acelerar diagnósticos e otimizar a logística de distribuição de medicamentos e equipamentos, reduzindo desperdícios e melhorando a eficiência do SUS. A versão piloto de alguns projetos deve ser lançada em um ano, segundo a ministra.

Inscrições Abertas para Evento sobre Tecnologias no Combate à Violência de Gênero

Nos dias 7 e 8 deste mês, a Universidade Católica de Brasília (UCB) sediará o primeiro hackathon “Empreender é para Elas”, uma iniciativa pioneira para promover o empreendedorismo feminino e gerar impacto social. Realizado pela Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti-DF) em parceria com o Instituto Multiplicidades, o evento visa desenvolver soluções tecnológicas para combater a violência contra a mulher e reduzir os índices de feminicídio no Brasil.

Com inscrições abertas até o dia 6, o hackathon está voltado para jovens entre 16 e 30 anos e universitários de todas as idades. Os interessados devem se inscrever online e podem consultar o edital no site do evento. As candidaturas serão avaliadas com base em critérios como desenvolvimento da ideia, sustentabilidade, responsabilidade social e inovação.

Durante o evento, os participantes receberão orientação de profissionais experientes por meio de treinamentos, workshops e sessões de mentoria. As três melhores propostas serão premiadas com valores em dinheiro: R$ 5 mil para o primeiro lugar, R$ 3 mil para o segundo e R$ 2 mil para o terceiro. Os projetos vencedores devem se destacar em inclusão tecnológica, inovação empreendedora e viabilidade técnica e financeira.

Após o hackathon, a próxima etapa focará em projetos liderados por mulheres com modelos de negócio estruturados. Até 50 iniciativas poderão receber apoio e mentoria especializada, promovendo um ecossistema de inovação e empoderamento feminino no Distrito Federal.

Serviço

Hackathon Empreender é para Elas

Data: 7 e 8 de agosto
Horário: Das 9h às 18h no dia 7 e das 9h às 12h no dia 8
Local: Universidade Católica de Brasília

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Cibersegurança: GSI recebe propostas para cibersegurança no Brasil

O Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República (GSI) recebeu propostas relacionadas à cibersegurança no Brasil, que fazem parte do documento Contribuições da Sociedade Civil e dos Setores Produtivos para a Estratégia Nacional de Cibersegurança. O relatório apresentado pelo Instituto Nacional de Combate ao Cibercrime (INCC) destaca algumas medidas que devem melhorar a segurança cibernética do país.

📄 Relatório
O levantamento aponta diversas oportunidades e a necessidade de ajustar as estruturas das entidades estatais para prevenir e combater a criminalidade cibernética, bem como criar uma cultura de proteção digital. O relatório também ressalta que, embora haja algum preparo entre agentes públicos e ações privadas, a população precisa de maior conscientização e capacitação sobre riscos e prevenção. A análise destaca também que pequenas empresas são frequentemente afetadas por incidentes de segurança e precisam de incentivos para melhorar suas tecnologias.

Nesse contexto, aponta como crucial debater e atualizar o Código Penal para incluir crimes cibernéticos, criando tipificações e qualificações com penas compatíveis aos tipos de crime e sua respectiva gravidade para a sociedade brasileira. Ainda, é identificada a necessidade de investimentos prioritários do Estado e uma Estratégia Nacional coordenada para consolidar ações e políticas de cibersegurança, com engajamento de governo, setor privado e sociedade civil, visando aumentar a resiliência cibernética do Brasil.

A partir do mapeamento de contexto e cenário realizado, foram constatadas diversas perspectivas relevantes para o futuro da cibersegurança brasileira. Estas perspectivas foram agrupadas em 6 Eixos Estratégicos e uma Visão Central, com o objetivo de possibilitar o aprofundamento de dados que facilitarão a construção de contribuições para a Estratégia Nacional de Cibersegurança.

Eixo 1: Conscientização da Sociedade – Aumentar o nível de conhecimento da sociedade, o engajamento social e autonomia na prevenção e proteção cibernética.

Desafios prioritários
▪️Conscientização contra a prática de engenharia social;
▪️Conscientização sobre práticas de segurança mobile;
▪️Prevenção e Preparo para Resposta a Incidentes de Segurança;
▪️Incentivos para o Mercado de Cibersegurança Nacional.

Proposições Priorizadas
▪️ Investimento em pesquisa e desenvolvimento, alocando recursos para o fomento da inovação e criação de soluções brasileiras para o mercado de segurança cibernética;
▪️ Parcerias com universidades e centros de pesquisa, promovendo a formação de profissionais especializados e o desenvolvimento de soluções avançadas de segurança cibernética;
▪️ Incentivos para contratação de empresas de segurança da informação brasileiras para entidades públicas nos processos de licitação;
▪️ Apoio ao empreendedorismo na área de segurança da informação, dando suporte a pequenas empresas e startups com palestras, recursos e espaços;
▪️ Incentivo para participação de empresas nacionais de segurança cibernética em grandes eventos, ampliando a visibilidade e o alcance dos serviços; dentre outras possibilidades.

Eixo 2: Adequação do Capital Humano – Fomentar e estimular a formação adequada de capital humano na área de segurança cibernética.

Desafios prioritários
▪️ Ausência de profissionais de segurança cibernética;
▪️Necessidade de empresas formadoras;
▪️Necessidade de programas governamentais de formação de profissionais;

Proposições Priorizadas
▪️Criação de centros de capacitação especializados;
▪️Estímulo à talentos em carreiras de cibersegurança;
▪️Reformulação dos currículos dos cursos de tecnologia.

Eixo 3: Engajamento e Integração Multi-Institucional – Construir arcabouço institucional capaz de gerir, monitorar e avaliar os esforços da estratégia nacional.

Desafios prioritários
▪️ Ausência de Dados e Integração;
▪️Ausência de infraestrutura e capacitação;
▪️Fortalecimento da Cooperação Internacional;
▪️Gestão, Monitoramento e Integração dos Esforços Nacionais.

Proposições Priorizadas
▪️ Implementação do Centro/Agência Nacional de Cibersegurança;
▪️Realização de cursos sobre acordos internacionais;
▪️Criação de uma rede de compartilhamento de informações;
▪️Ampliação de delegacias especializadas em crimes cibernéticos.

Eixo 4: Informações e Conhecimento Especializado – Criar bases de dados qualificados e confiáveis, integrando os sistemas de segurança pública e demais atores pertinentes.

Desafios Prioritários
▪️Ausência de dados qualificados;
▪️Ausência de estudos e estratégias sobre o tema;
▪️ Ausência de tipificação de crimes cibernéticos.

Proposições Priorizadas
▪️ Padrões de segurança cibernética para setores críticos;
▪️ Plataforma nacional para reporte de phishing, smishing e vishing;
▪️Desenvolvimento de capacidade de resposta à incidente.

Eixo 5: Financiamento e Incentivos a Cibersegurança Brasileira – Estimular a priorização real deste tema no planejamento nacional, garantindo as bases para o aumento significativo da maturidade do Brasil neste desafio.

Desafios Prioritários
▪️ Financiamento dos Órgãos Reguladores;
▪️Financiamento das Forças de Segurança;
▪️Linhas de Financiamento Especiais – Suporte às PMEs;

Proposições Priorizadas
▪️Linha de crédito para cibersegurança em relação ao PIB;
▪️ Incentivos fiscais e/ou subsídios para investimento em cibersegurança;
▪️ Linhas de financiamento para projetos de segurança cibernética;
▪️Fundo para combate ao crime cibernético.

Eixo 6: Arcabouço Legal, Regulatório e Normativo – Formular políticas públicas direcionadas às vulnerabilidades nacionais.

Desafios prioritários
▪️ Legislação criminal e tipificação de crimes cibernéticos, para abordar o uso de tecnologias emergentes, como inteligência artificial e blockchain, no contexto de crimes cibernéticos;
▪️Gargalos no Decreto n° 8.771/2016, que regulamenta o Marco Civil da Internet, por não prever a necessidade de adoção de controles técnicos básicos;
▪️ Abrangência da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), por apresentar uma diferença substancial em relação ao Regulamento Geral de Proteção de Dados da União Europeia;
▪️Implementação e limitação das Diretrizes da ANPD, pela falta de abordagem específica para certas áreas de risco que podem ser relevantes para agentes de pequeno porte, como a segurança de dados em ambientes de trabalho remoto ou o gerenciamento de terceirizados;

Proposições Priorizadas
▪️ Novo arcabouço legal para crimes cibernéticos;
▪️Autonomia financeira da ANPD;
▪️Fortalecimento legal e regulatório para dispositivos IoT.

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